segunda-feira, 26 de novembro de 2012

a melhor coisa que eu já fiz

Filha,

tu és a melhor coisa que eu já fiz. 

E não precisa mais nada.

Eu te amo muito, muito, muito!!!



terça-feira, 20 de novembro de 2012

[segunda-feira]



Levi Nauter



Filha maravilhosa,

Tivemos um feriadão. Somou-se a ele mais um dia de folga e ficamos (eu, a mamãe e você) cinco dias juntos. Brincamos, nos estressamos, passeamos, literalmente pintamos a casa por fora.

Como é terrível a segunda-feira!
A nossa casa é meu paraíso, o meu refúgio, um lugar de paz, um lar. Na nossa casa eu recupero minhas energias, eu tenho ideias que depois busco colocá-las em prática. Nela eu me reabasteço intelectualmente e, vez por outra, quando dá tempo, escrevo à caneta – um hábito que cultivo por teimosia e por entender que – para mim – funciona melhor que a tela do computador.
Mas eu disse tudo isso para tornar um pouco compreensível a minha segunda-feira.
É ruim não ter o teu sorriso pertinho de mim; os teus abraços, os teus beijos babados, as tuas falinhas sem sentido (“dióta” – como resposta a minha repreensão), os “eu te amo muito muito”. 

A melhor coisa que me pode acontecer é estar em casa com as minhas flores, você e a mamãe. Mesmo que vocês não falem comigo por algum motivo (por eu acordar mais cedo que vocês, por exemplo), só a presença de vocês já me basta. Apenas saber que vocês estão bem me deixa bem.

Ainda assim, não é fácil ficar longe de ti ao longo da semana.
E imagino que sempre será assim.
Porque eu te amo!!!



terça-feira, 13 de novembro de 2012

[agora é diferente]



Levi Nauter



Meu amorzinho:



É bem interessante que na medida do teu crescimento uma série de outras coisas vão mudando. Claro, tudo é natural, eu sei. Mas ocorre que pouso se dá valor a isso, menos ainda se registra essa mudança. Então esse texto é só para refletir um pouco sobre isso e, dessa forma, comentar sobre o teu crescimento e no que isso vem implicando.
Antigamente (não achei uma palavra melhor) era bem tranquilo irmos ao supermercado. Naquela época bastava colocar-te na cadeirinha do carrinho que tu dormias o sono dos bebês inocentes. Nesse mesmo período, não interessava aonde a gente ia, todas as pessoas nos olhavam (a mim, à mamãe e a ti) e cochichavam: “que bebê mais lindo!”. A gente ficava todo orgulhoso (no bom sentido da palavra, porque orgulho nem sempre é ruim como dizem). Um outro período chegou. Com ele, bastava a gente te colocar dentro do carrinho do super e tomar um certo cuidado: não passar perto das embalagens que chamavam a tua atenção (tarefa difícil se considerarmos que o marketing é sempre pesado em se tratando de consumo). Porém, num determinado dia, tu caíste do carrinho. Foi um susto horrível, as pessoas (que nessas horas parecem milhões) ficavam olhando e provavelmente achando que ‘éramos os piores pais do mundo’. Mas sei que não somos.
Agora tu não ficas dentro de nenhum carrinho. Nos teus três anos, tem sido uma árdua tarefa irmos ao mercado contigo. Vamos porque entendemos que temos de ir e, mais que isso, temos que te ensinar a como se comportar nessa espécie de passeio. Em casa, antes de sairmos, a gente conversa contigo. A mamãe, muito mais paciente que eu, explica TIM TIM por TIM TIM o que pode e o que não pode ser feito quando a gente sai pra fazer compras de ‘comidinha’. Bem pouco adianta da nossa conversa. Ocorre que justamente agora os teus gostos estão vindo à tona. Assim é que a gente quer comprar leite e tu queres olhar bicicletas (embora já tenha uma). Queremos dar uma olhada em vinhos, enquanto tu queres ver bonecas (apesar de teres várias em casa). Mas em se tratando de mercado tem uma coisa boa, a mamãe quer olhar coisas para a casa (modelos novos ou diferentes de prato, xícaras, talheres, copos, ou outros badulaques) e eu e tu queremos ver livros. Nessa hora, e só nessa hora, eu e tu nos fartamos. Vamos pra lá, eu pego um livro e tu pega três. Desses três, pelo menos um tem ou lápis de cor, ou canetinha, ou bichinho, ou buzinhinha... Os livros infantis são feitos para que as crianças tomem o gosto pela literatura. E eu espero que esse seja nosso momento. E desejo que tu sejas uma grande leitora. Muitíssimas vezes mais que eu.
Nesse dia das crianças a gente resolveu aproveitar o feriadão e subir a Serra. Outra vez foi diferente. Num determinado ponto do caminho resolvemos esticar as pernas e tirar uma foto do lugar. Lá estava aquele serzinho saindo da cadeirinha e querendo ver a paisagem tanto quanto a mãe e o pai. Aí me dei conta de que eu tenho um ‘princípio de mocinha’ se criando com a gente. E como nos sentimos felizes com isso, filha. A gente te ama muito.
Semana passada eu e tu, filha, fomos comprar pão. Quando voltávamos pra casa tu chamaste a minha atenção: - olha pai, que legal aquilu lá! ‘o que, filha’ – perguntei.
“Aquele lugar lá, ó, bem longe”. Realmente a paisagem era linda, uma colina que parecia se perder nas nuvens lá pelos lados de Montenegro. Fiquei muito feliz em saber que o que consideramos bom gosto estamos, pelo jeito, conseguindo te transmitir.
Continue assim.






NOTA
O passeio de que falei no texto. Eu não resisti.
Texto escrito em outubro/2012 e ‘polido’ em novembro.

[AS TUAS PALAVRAS: zecício]



Levi Nauter





Sabe, filha:
Os teus três anos são uma das melhores coisas tuas até agora (porque mais tarde também será interessante). Digo isso porque as tuas falas são iniciantes, são sem muita clareza, são de um bebê grande. É muito lindo te ver dizendo as tuas palavras, elas me soam como música vinda dos teus lábios.
Mas esse texto é pra te dizer que eu decidi participar ainda mais da tua criação. Não, eu não vou parar de trabalhar. Também não vou diminuir minha carga horária semanal (60h), pois entendo que quantidade nunca quis dizer qualidade. O que o pai decidiu fazer foi cuidar da própria vida, da saúde.
Há algum tempo visitei uma “dotora”. Ela é uma endocrinologista (conseguiste ler?) e me disse que eu corria sério risco de ter enfarto: estava com sobrepeso e com histórico de diabetes na família. Para amenizar, disse-me ela, eu deveria fazer alguma atividade física. Isso iria aumentar minha qualidade de vida e prolongá-la em anos.
Pois, há dois meses estou na academia. Lá faço esteira (no mínimo trinta minutos, quatro vezes por semana) e exercícios para pernas, braços, ombros, peito e costas. Tem sido uma bela experiência. Sinto-me com bem mais disposição. Não emagreci nada. Mas já noto a diferença do sedentarismo de antes.
A ideia com isso é prolongar um pouco meu tempo de vida e dar a ele mais qualidade e, assim, conviver mais e melhor contigo, minha princesa.
O mais legal e engraçado disso é te ver se espichando no sofá ou na cama, erguendo os bracinhos e tentando fazer alongamentos. Porque ao ser questionada sobre o que estás fazendo, tudizes quase sem fôlego: zecício, pai.
Nem bem comecei e já estou fazendo escola.
Eu te amo, minha filha!!!






NOTA
A foto que ilustra esse texto foi tirada numa pracinha de Nova Petrópolis, donde é uma briga pra tu saíres. É teu lugar de exercícios.
O texto foi escrito no papel dia 11-11, na casa da vovó. Digitado em 13-11, sob o som do belo disco  “Hymns For The Journey”, de 2006, da não menos bela Amy Grant. O marido, cantor country Vince Gil, arrasa no dueto na música Rock Of Ages. Vale a pena ouvir.


quinta-feira, 1 de novembro de 2012

que almoço maravilhoso



Filha, 
no dia que tirei essa foto estávamos almoçando juntos. Que almoço maravilhoso!
Não lembro a data certa, mas foi nesses teus três anos de idade. Estar perto de ti é uma bênção.

Te amamos.

PS: a foto também é do celular da mãe.

[dia da criança nos teus 3 anos]



Levi Nauter



Meu amor:
Todas as comemorações do dia da criança foram especiais. No primeiro que passamos juntos, tanto eu como a mamãe estávamos (e continuamos) muito felizes. Afinal era primeira vez nas nossas vidas que tínhamos por perto um ser tão querido, esperado e amado por nós. No segundo Dia das Crianças também foi muito bom. Nele a gente inferiu que tu irias adorar o presente. Compramos pra ti uma bicicleta que, ao que tudo indica, será usada até uns sete ou oito anos de idade. E nela tu vens brincando até hoje (agora já sabes frear, por exemplo).
Nessa terceira comemoração há um sabor especial. Ocorre que agora tu falas de tudo e, desde antes do dia 12 de outubro, vens dizendo o que quer ganhar. Claro que teve certo poder de mídia no teu pedido. Mesmo assim, para nós foi um privilégio poder te dar o que pediste.  
“Quero uma baby a light e um contador”. Traduzindo: “quero uma baby alive e um computador”. O primeiro pedido, uma boneca; o segundo, um computador infantil com joguinhos compatíveis a uma criança a partir dos três anos. Nós te demos a boneca, a vó Jussara e o vô Elio deram o computador.
Como foi maravilhoso te ver recebendo os presentes. São cenas que me faltam palavras para descrever. Mas jamais sairão da minha cabeça. Sou adepto das pequenas comemorações, acho que é fruto de nossos três anos de convivência. Noto que cada coisinha, às vezes até insignificantes para mim, são motivos de alegria pra ti. Como é bom te ver feliz!!!
Tu simplesmente até agora não larga o computador. E é mais impressionante ver o que tu fazes. Dias depois de ganhares o presente nós fomos viajar/passear. Quando passamos por um templo ouvimos tua linda voz dizer algo surpreendente: “ô pai, aquela igreja tem no meu ‘contador’, é a letra ‘i’”. Na mesma hora eu e a mamãe nos olhamos e quase choramos de bobos. A boneca também tem sido teu xodó. Ganhaste a versão que vai ao médico. Por isso, ela tem alguns apetrechos: seringa de injeção, estetoscópio, fraldinha, mamadeira e colher para ‘tomar remédio’. A mamãe parecia uma criança brincando contigo. Naquele momento eu me vi com duas crianças, uma de três anos, a outra de quarenta.
Como sou feliz com vocês.
Filha, eu te amo.





NOTA
as fotos foram tiradas por mim, filha. Tive muitas dúvidas de qual colocar, achei que essas foram mais representativas. Foram feitas do celular da mamãe.


 

família



Levi Nauter




Amorzinho,
Esse é um dos resultados da nossa ida a Nova Petrópolis, Gramado e Canela. Apesar da tua birra, ficaste bem lindinha. É a nossa terceira foto. E eu, como sempre, o guardião da família.
Que família linda!!!